| Parcelas | Total | |
|---|---|---|
| 1 x | de R$130,00 sem juros | R$130,00 |
| 2 x | de R$75,82 | R$151,64 |
| 3 x | de R$50,81 | R$152,43 |
| 4 x | de R$38,64 | R$154,56 |
| 5 x | de R$31,15 | R$155,75 |
| 6 x | de R$26,07 | R$156,42 |
| 7 x | de R$22,44 | R$157,08 |
| 8 x | de R$19,70 | R$157,60 |
| 9 x | de R$17,56 | R$158,04 |
| 10 x | de R$15,89 | R$158,90 |
| 11 x | de R$14,52 | R$159,72 |
| 12 x | de R$13,37 | R$160,44 |
O rock brasileiro atual, em sua grande maioria, anda discutível. Além de o gênero ter perdido o protagonismo como música da juventude, perdeu também qualidade entre os seus mais conhecidos representantes. Enquanto uma parcela vive com as mesmas bandas de sempre _ Paralamas, Barão e afins -, outros tentam emergir com um trabalho legal mas que não chega até os ouvidos das pessoas. A facilidade de acesso através dos serviços de streaming parece estar produzindo uma geração de ouvintes preguiçosos e que, sem um canal de difusão para sons interessantes (papel que era cumprido pelas boas rádios há alguns anos atrás), navega perdido em um mar de sons. É claro que existem boas bandas fazendo bons discos agora mesmo (e elas sempre existirão), e muitas delas estamos falando aqui mesmo no site, mas esse som não vai além do que uma parcela reduzida de ouvintes, infelizmente.
O lance de Gerson Werlang é o rock progressivo. Vindo de Santa Maria, integrou durante quase trinta anos o Poços & Nuvens, banda que conseguiu um certo destaque internacional no início dos anos 2000. Em Sistema Solar, Gerson entrega um trabalho diferenciado, musicalmente lindo e que vai muito além do que encontramos na cena brasileira. Trata-se de um disco com sonoridade clássica, influenciado simultaneamente por nomes como Yes e por referências nacionais e regionais, como a cena vinda do Rio Grande do Sul. Assim como as passagens instrumentais trazem à mente lembranças dos gentis gigantes do prog inglês, as harmonias acústicas mostram que Werlang bebeu da mesma inspiração que Vitor Ramil, por exemplo.
